21 de março de 2009

O Vencedor [Los Hermanos]

Olha lá quem vem do lado oposto
vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são, escravos sãos
e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar

Eu que já não quero mais
ser um vencedor
Levo a vida devagar, pra nao faltar amor...

Olha você e diz que não
vive a esconder um coração...

Não faz isso amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
Mas não deixa ninguem ver
Por que será?

E eu que já não sou assim
muito de ganhar
Junto as mãos ao meu redor
faço o melhor q sou capaz
Só pra viver em paz!!

7 de março de 2007

"eu sou a chuva pra você secar"

Às vezes a única coisa que alivia é escrever. Talvez seja por isso que eu escrevo tanto por ae. Sei lá. Tem hora que a gente olha a vida e vê aquele tédio, com a sensação de que tudo simplesmente não acontece, alguma pendência que continuará sendo uma pendência e um sentimento esquisito como se algo estivesse para acontecer, mas não acontece logo. Parece que a cabeça vai explodir. Pego o mp3, ligo no último volume. Talvez seja apenas uma desculpa para me isolar.
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Aprendi que o melhor é deixar rolar. Mas tem que ter cuidado, deixar rolar demais também não é bom... senão quando vai ver o que está acontecendo, já virou uma bola de neve e tudo foge do controle mais uma vez. Que controle?
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Não consigo tratar as pessoas como coisas. Confesso: muitas vezes tive inveja de quem consegue ser frio e calculista. Queria conseguir ser também, deve ser tão mais fácil. Não importar apenas, fazer o que deve ser feito, o certo a ser feito e pronto. Eu não teria que escrever tanto, pois não teria nada a ser aliviado. Mas não consigo. Não é atoa que tenho um blog, e mais um monte de agendas por ae.
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Mas tudo bem, agora que cheguei no que penso ser o fim desse texto, uma sensação de alívio toma conta de mim... tudo vai melhorar, eu sei.

20 de fevereiro de 2007

Utilidade dos assobios

Tem coisa que a gente sabe que vai acabar mal. Tudo muito calmo, tudo muito certo, tudo correndo do jeito que deveria, mas a gente vê que aí tem. É como um pequeno vazamento, um cheiro sutil que se desprende de algum lugar, e a gente sabe, a gente sempre sabe, a gente põe as mãos nos bolsos e tenta assobiar mas é óbvio que isso não adianta. Então começa a acontecer, a gente vê que está começando, mas finge que não é nada, que é bobagem, que o melhor a fazer é soltar um bocejo e dar uma conferida displicente nas unhas da mão, ah, que sujeira, e então um suspiro frouxo, um estalar de língua, uma olhada rápida no relógio enquanto ao lado a coisa cresce, alheia à nossa indiferença, e ganha massa feito um bolo no forno. A coisa já aconteceu, a coisa está explodindo e já não dá para inventar disfarces, é preciso fazer algo mas a única idéia que aparece é enfiar-se no banheiro e fingir qualquer problema. A gente tem um monte de amigos, a gente vai a festas e fala no telefone e se encontra na internet, e isso parece construir uma espécie de proteção contra as coisas, e a gente esquece que toda relação tem algo virtual, porque, no fim das contas, nenhuma solidão é capaz de misturar-se a outra. Mas começa a ficar tarde, e a gente põe de novo as mãos nos bolsos, e vai andando para casa como se nada tivesse acontecido, e no quarteirão de cima um carro buzina e é preciso endurecer o corpo para não sucumbir ao vento gelado. Então é preciso dormir, e ter sonhos estranhos e acordar com dor de cabeça, e escovar os dentes olhando a própria cara amassada e decidir-se, na amnésia forçada de cada manhã, e tomar uma ducha quente e começar tudo de novo. Porque a gente sabe.

15 de janeiro de 2007

A vida!

Antes de eu começar a escrever, tem um texto de Nietzche que merece ser lido:
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Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo. E lembre-se que o tempo não espera ninguém. Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; Até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 quilos; até que você ganhe 5 quilos; até que você tenha tido filhos; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite; até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO... Lembre-se: "Felicidade é uma viagem, não um destino. Quem tem um porquê viver, encontrará, quase sempre o como."
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Tem momentos na vida que é importante deparar com um texto assim. Quantas vezes eu mesma disse que minha vida seria bem mais feliz quando isso e/ou aquilo acontecesse, e hoje eu vejo que de uma forma ou de outra eu fui feliz também naqueles momentos... E muitas vezes a gente não percebe.
A felicidade é o caminho.
Aproveite todos seus instantes!

16 de outubro de 2006

Onze minutos...

Sempre tive no mínimo curiosidade de ler esse livro. Então, algum tempo depois quando já tinha me esquecido que ele existe, dou de cara com ele. Olhei, comprei e estou lendo. Ainda não sei quanto ao final, mas ele me fez abandonar "O Triste Fim de Policarpo Quaresma" por algum tempo, e estou gostando.

"Era uma vez uma prostituta chamada Maria. Um momento. 'Era uma vez' é a melhor maneira de começar uma história para crianças, enquanto 'prostituta' é assunto para adultos. Como posso escrever um livro com esta aparente contradição inicial? Mas, enfim, como a cada instante de nossas vidas temos um pé no conto de fadas e o outro no abismo, vamos manter este início", assim começa o livro, e como todos os livros de Paulo Coelho já prende a atenção desde o começo. A história de uma mulher que muda-se para a Suiça atrás de seus sonhos [ganhar dinheiro para comprar uma casa para a mãe, arrumar um bom marido, casar-se e ter filhos, etc] e acaba escolhendo, por 'n' razões e motivos, prostituir-se, te faz mergulhar num mundo novo, e que por mais estranho que isso possa parecer, a gente vê que o que levou-a a esta escolha é muito parecido com o que faz nós nos mantermos naquele emprego "que não é o que você sonhou, mas por enquanto é o que dá..." ou o que leva aquele adolescente, que acha que se conhece muito e que vê que o "muito" não é o bastante na hora que não sabe qual curso escolher para fazer a faculdade, ou se ele ainda tem vontade de fazer faculdade ou não! Este livro é uma história real, e tem diversos trechos do diário que Maria escrevia, te faz parar e pensar nas suas escolhas, no que é o amor, se realmente pode haver separação entre ele e o sexo, e mais um monte de coisas... leia este livro, fica a dica.

Para terminar o post, fica aqui a última descoberta de Maria que li:

"Certas coisas não se dividem. Não devemos ter medo dos oceanos em que mergulhamos por nossa livre vontade; o medo atrapalha o jogo de todo mundo. O homem está passando por infernos para descobrir isso. Amemos uns aos outros, mas não tentemos possuir uns aos outros."